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Entrevista a Renato 'nak' Nakano - 'Espero que a comunidade e times portugueses deixem esse início conturbado de lado e começam a se unir mais, para irmos longe juntos.'
 

Data: 04 setembro 2017 23:00

 
 

(Foto: Facebook Renato "nak" Nakano)

Com a recente chegada da equipa brasileira a Portugal para representar os yng Sharks, fomos ao encontro do capitão Renato "nak" Nakano para uma pequena entrevista onde abordámos diversos assuntos relativamente a esta nova equipa do antigo capitão mundial.


P: Como te sentes por vir para um país diferente onde irás encontrar adversários com diferentes estilos daqueles a que estavas habituado no Brasil?

Me sinto muito bem e muito motivado. Jogar com novas equipes, diferentes estilos, novos desafios! Ainda mais vindo para a Europa onde a grande maioria dos top teams se encontram. É isto que me motiva no CS. Dentro desse ambiente de competição tão elevada é onde surgem as melhores oportunidades.

 

P: A equipa já tem alguma coisa preparada para se impôr no nosso país e de certa forma superar o nível das equipas portuguesas como os Alientech, os Defining Stars, os K1CK, eGeneration, entre outros?

Temos alguma base de jogo sim. Não dá para falar que já vamos superar o nível dessas equipes logo no começo. O nosso time está há pouco tempo junto. Além disso, o que tínhamos de base no Brasil não é o ideal para o nível daqui. Agora com uma semana em solo português já estamos começando a adaptar algumas táticas e mudar o modo como abordamos o game. O que posso afirmar é que sim, esse é o nosso objetivo principal. Não fomos trazidos do Brasil para vir aqui e ser apenas mais um time lutando pelo top3. A nossa briga vai ser pelo topo sempre.

 

P: Quais os objetivos desta nova equipa para o futuro? 

Temos algumas metas específicas mas no geral temos esses objetivos principais que levamos mais como nossas "missões":
- Prezar por manter a mesma lineup, ou seja, trabalhar visando o longo prazo;
- Estabelecer a Sharks como referência do CSGO no solo Ibérico;
- se seguida, e se conseguirmos os primeiros objetivos, tentaremos ter bons resultados nos torneios internacionais.

 

P: Sabemos que vão participar na Superliga da BITZER, quais as expectativas para este e para os outros torneios que se avizinham?

Não gosto de ficar criando muita expectativa. O que posso dizer é sobre nossa realidade. No momento só pensamos em treino, treino e mais treino, com muita vontade de vencer tudo que participarmos.
Vamos enfrentar times que estão juntos há mais tempo então temos que superá-los de alguma maneira, seja treinando mais, jogando mais dm, com mais táticas, ou seja, tudo que tiver dentro do nosso alcance, mesmo que seja exaustivo, acreditamos que a recompensa virá para quem se dedicar e merecer mais.

 

(Foto: Facebook - Renato "nak" Nakano)

P: O que estás a achar de tudo isto, achas que a comunidade reagiu bem a esta novidade? Estás a par das polémicas que surgiram em volta da criação dos Sharks?

Não costumo generalizar e dizer que "toda a comunidade" reagiu mal a esta novidade. Na internet hoje em dia temos aqueles "chatos" e "haters" que sempre estão expondo a sua opinião mas nem sempre são a maioria, então costumo tomar muito cuidado para julgar uma situação.

De qualquer forma, eu sempre procuro enxergar o lado bom em qualquer situação, seja ela favorável ou não à minha opinião. Acho que as grandes equipes deviam tentar tirar proveito de tudo isso para crescer. Seja ingame com mais um time para treinar ou outgame com marketing e visibilidade. Com mais uma grande org no mercado, todos tendem a crescer. Basta saber aproveitar as oportunidades.

Ao invés de se incomodar pelo facto de contratar brasileiros e não portugueses, porque não nos colocam nesses campeonatos e provam no game que são melhores? Caso ganhem, isso só aumentaria o prestígio e a visibilidade. E se por acaso perderem e não forem melhores, melhor ainda, porque sabem que agora tem uma equipe a ser batida e precisam treinar ainda mais, e assim o seu nível só evolui.

CSGO é entretenimento no fim das contas e não há nada mais divertido do que assistir um jogo com uma rivalidade à flor da pele, apimentada. Isso deixa tudo mais interessante e isso faz com que o CS em Portugal só cresça. A visibilidade cresce e isso atrai mais empresas e consequentemente mais patrocínios/campeonatos.

 

P: Tendo em conta aquilo a que estavam habituados no Brasil, qual a tua opinião acerca das competições portuguesas em comparação com as do Brasil, em termos de competitividade e regularidade?

No Brasil temos mais ligas regulares, algumas mensais e outras mais longas, que são importantes para manter os times ativos durante o ano inteiro. Senti que aqui em Portugal os campeonatos são pontuais, duram um final de semana e acabou. Isso é ruim porque os times ficam parados muito tempo. Agora com a chegada da Superliga da BITZER esse cenário pode mudar, fazendo com que os times não tenham uma grande pausa. Isso é bom para a evolução dos times.

Outra grande vantagem em Portugal é que podemos jogar todos os qualifiers e torneios europeus. No Brasil não temos nada disso.

 

(Foto: Facebook - Renato "nak" Nakano)

P: Para finalizar, gostaria de te perguntar se pretendes deixar alguma palavra de apreço aos vossos fãs e comunidade.

Quero agradecer aos fãs que nos acompanham e sempre nos mandam mensagens apoiando, mesmo nos momentos difíceis. Quero que saibam que estamos trabalhando duro e todo campeonato que jogarmos, vai ser para ganhar. Agradecer também todos os portugueses que nos receberam muito bem. Estamos sendo muito bem tratados por todos, sem exceção.

Espero que a comunidade e times portugueses deixem esse início conturbado de lado e começam a se unir mais, para irmos longe juntos.
E muito obrigado aos Defining Stars pelo espaço concedido aqui!

 

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