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Os membros do Parlamento Europeu receberam ontem, pela primeira vez, uma apresentação formal sobre esports. Na conferência, que teve lugar no Parlamento Europeu, em Bruxelas e foi feita à porta fechada, foi discutido, principalmente, a regulamentação dos esports.
O painel, de nome "Esports in Europe: What Policy Response?" foi organizado pelo "European Parliament’s Sports Intergroup", que é um grupo constituido por membros do Parlamento Europeu que trata o tema do "Desporto". Nesta conferência foram chamados a apresentar os seus pontos de vista e esclarecer dúvidas do assunto representantes da ESL, SK Gaming e ESIC (Esports Integrity Coalition). Estas três entidades foram chamadas devido ao facto de tratarem de diferentes áreas dos esports e terem sede na Europa.

O "European Parliament’s Sports Intergroup" disse ao The Esports Observer que o grupo teve a chance de descobrir grande partes das principais entidades envolvidas no setor, e qeu embora não tenha chegado a uma conclusão sobre se poder ser considerado um desporto, descobriram um novo negócio que tem crescido diariamente e que não tem nenhum tipo de enquadramento jurídico específico.
A primeira discussão foi presidida por Santiago Fisas Ayxelà, um deputado espanhol que faz parte do Comité para o comércio internacional. Com sala cheia, o deputado espanhol observou que a discussão sobre Esports gerou-lhe bastante mais interesse do que as recentes discussões em volta do Brexit.
Como moderador do debate estava o antigo jogador de QuakeWorld, Simone “AKirA” Trimarchi.
O primeiro convidado foi um dos representantes da ESL, Jan Pommer que é o Diretor para as relações das equipas e federações na ESL. Com experiência na área dos desportos tradicionais, como Manager da Liga Alemã de Basketball a apresentação de Jan focou-se naquilo que constitui o ecossistema de esports, detalhando as posições dos organizadores de eventos e equipas. Tendo o regulamento da ESL por base, Jan não foi ao encontro das preocupações dos restantes, dizendo que não considera que seja necessária uma regulamentação externa.
O segundo painel focou-se nos desafios políticos e em como os esports estavam a responder a estes. Quem falou desta vez foi Ian Smith, comissário da Esports Integrity Coalition (ESIC), que abordou diversas questões de ética nos esports. Neste assunto, Ian abordou em especial a questão do match-fixing.
Depois deste seguiu-se Alexander Muller, diretor do SK Gaming, que tentou explicar como é a vida de um jogador de esports de topo.
A apresentação falou de tudo, desde como funciona a equipa até às questões fiscais e ficou claro que os jogadores têm bastante influência no tema. Alex acrescentou ainda que "Sempre que se pensa nas desvantagens do jogo: muito tempo de jogo, nutrição, pouca atividade fisica, nós temos argumentos que contrariam isso".
Por fim, Matthew Barr, um conferencista na Universidade de Glasgow, falou sobre a sua própria pesquisa, que relaciona os jogos de multiplayer (como Warcarft 3, Startcraft II) com o desenvolvimento de habilidades.
Numa curta sessão de perguntas e respostas que pretendia esclarecer sobre temas não abordados ou que não foram suficientemente desenvolvidos, o foco foi novamente a 'batalha' entre política e auto-regulamentação. Ian, da ESIC, respondeu dizendo que abordar tantos problemas de uma vez só acabaria de forma desastrosa de as pessoas não entendessem o setor.
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