Notificações
Um problema que afeta cada vez mais os jogos, principalmente multiplayer, é o uso de cheats. O CSGO não é exceção e, cada vez mais, com o crescer de jogadores também aumenta a quantidade de cheaters. O Valve Anti Cheat padrão já há muito que é ineficaz, o que levou a Valve a procurar novas soluções para o combate a este mal.
Desde 2016 que a empresa que detém, entre outros, um dos FPS mais populares dos últimos tempos - o CSGO - tem investido dinheiro e tempo num novo sistema que já trouxe frutos, embora poucos saibam da sua existência ou exatamente como funciona. Designado por VACnet, o novo sistema da Valve recorre a métodos que têm sido ouvidos ultimamente no campo das novas tecnologias como a Intelegência Artificial.

Será possível resolver o problema dos cheats num futuro próximo?
A nova aposta da Valve para o combate aos cheaters é o "machine learning", ou seja, o sistema recorre a métodos de aprendizagem automática para detetar padrões de 'cheating'. Isto é, todos os casos analisados no overwatch, os bans automatizados do VAC, exploits, entre outros tantas situações são 'inseridos' no sistema e permitem que quando novas situações semelhantes surjam o ban seja aplicado automaticamente.
Esta solução custa bastante à empresa que para o efeito tem quase 3500 cores de CPU disponíveis numa 'server farm'. Destes 3500 cores, de momento, apenas 1700 são efetivamente usados para processar a quantidade de dados proveniente do CSGO dia após dia, o que indica que a Valve já está a pensar numa expansão do sistema. Para efeitos de comparação, um dos últimos processadores lançado para o mercado de computadores pessoais tem 16 cores. Neste caso da 'server farm' da Valve, falamos de 64 máquinas, cada uma com 54 cores e 128 GB de RAM.
É necessário ter o login feito para efectuar um comentário.