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Bully Hunters: Uma campanha anti-assédio no CSGO que correu tão mal que não durou nem 3 dias
 

Autor: Marcelo Silva

Data: 26 abril 2018 11:38

 
 

Bully Hunters, ou "caçadores de Bullies" em português, surgiu em meados de abril como uma campanha online anti-assédio. Lançada por uma agência de marketing norte-americana, a FCB Chicago, com o apoio da marca de periféricos Steelseries aquilo que prometia ser uma forma de combater o assédio online, especialmente a raparigas, no jogo CSGO rapidamente culminou num fracaço e acabou por ser fechado.

O projeto foi apresentado como "um conjunto de jogadoras de elite" e, por mais que parecesse uma boa causa, desde o início que apresentou diversos problemas, desde o planeamento e forma de funcionamento até às próprias pessoas escolhidas para representar o projeto. Aquilo a que inicialmente até se podia ter dado o benefício da dúvida acabou menos de 3 dias depois.

A ideia original do "Bully Hunters" era a seguinte:

  • Um conjunto de jogadoras de "elite" faziam parte da organização e eram chamadas de "Hunters" (ou "caçadoras" em português)
  • Sempre que uma jogadora estivesse a ser assediada dentro do jogo, essa jogadora (qualquer pessoa) ia ao site e fazia uma denúncia com os "dados do jogo"
  • As "Bully Hunters" avaliavam a situação e, se se justificasse, entravam no jogo e matavam o "Bully" até este abandonar o servidor

Pois está claro que isto tem diversos problemas. A começar pelo facto de que apenas funciona em servidores comunitários/casuais, que não estejam cheios. Já para não falar que o mais provável é que não resolvesse nada ou, pelo menos, não fizesse mais do que o botão de "bloquear comunicações".

O problema principal começou quando na primeira livestream de apresentação do projeto foi reportado que todas as imagens que la passaram não eram mais do que situações pre-planeadas. Algumas pessoas conhecidas do meio dos esports manifestaram-se contra a forma como o projeto foi executado, tendo inclusive feitos algumas piadas sobre o mesmo.

A própria Steelseries viu-se obrigada a esclarecer toda a situação e a distanciar-se da campanha depois de inicialmente se ter pensado que o projeto tinha sido totalmente realizado pela marca de periféricos.

3 dias depois o projeto estava fechado, tendo o CCO da agência de marketing FCB Chicago dito ao site Polygon o seguinte:

“As this effort did not live up to our high standards, we decided to end this program, but hope the conversation it has raised around ending harassment in gaming continues,” 

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