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Tiroteio em torneio de Esports nos EUA traz à tona discussão sobre segurança dos eventos
 

Autor: Marcelo Silva

Data: 27 agosto 2018 11:37

 
 

Eram cerca das 14h locais (19h em Lisboa) quando o alerta para um tiroteio num centro comercial foi dado. Por esta altura eram também milhares as pessoas que acompanhavam através da internet o torneio de Madden19, um jogo de futebol americano, e que ouviram os tiros na livestream. Rapidamente se foram espalhando pelas redes sociais comentários de pessoas a tentar saber mais e a tentarem obter informações sobre amigos e familiares que estavam no local.

Já no início do ano um tiroteio que teve lugar numa escola trouxe novamente ao de cima discussões sobre as leis de controlo de armas da Flórida (e dos EUA no geral), tendo inclusive estas sido alteradas para incluir a verificação de antecedentes e também aumentada a idade miníma para comprar uma espingarda para os 21 anos. No entanto, mesmo assim, a Flórida volta a ser palco de um "mass-shooting", desta vez em proporçoes menores.

Estava a decorrer um torneio de NFL Madden quando, ao que tudo indica, um dos jogadores que tinha perdido começou a disparar e posteriormente suicidou-se. O tiroteio deixou 3 mortos, um dos quais o autor do mesmo, e ainda 11 feridos.

Este tiroteio reacena as discussões sobre segurança nos eventos de Esports, que têm sido tópicos para os quais diversos jogadores têm chamado à atenção nos últimos tempos. No entanto, para além disto, alguns meios de comunicação social aproveitam ainda a ocasião para impingir a narrativa de que os "videojogos causam violência". O Expresso faz manchete  com "Ficção torna-se realidade e 3 pessoas morrem em torneio de videojogos nos EUA", o que mostra um claro desconhecimento da situação, uma vez que o jogo em causa nem sequer se tratava de um jogo violento, mas sim de um jogo de futebol americano.

 

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